No final do espectáculo encontrámo-nos com o encenador e os actores, para uma conversa/debate à volta da criação deste espectáculo e da formação profissional nesta área artística.
A escrita de Al Berto (1948-1997) retoma, de algum modo, a herança surrealista, situando-se num território ambíguo entre a poesia e a prosa. Fala de um quotidiano de objectos e de pessoas, de passagem e de permanência, num registo pelo qual quase sempre perpassa uma certa solidão. O poeta chama-lhe a solidão da escrita.
Este espectáculo, quase biográfico, constrói-se dentro da casa. Uma casa de paredes diáfanas habitada pelos fantasmas delirantes de Al Berto. Dentro e fora da casa cabem o mundo e o sub-mundo.
Datas 11 a 14 de Fevereiro às 21h30
SESSÃO ESPECIAL PARA ESCOLAS 12 de Fevereiro às 15h30,
balleteatro-Auditório, Jardim de Arca d´Água, Porto.
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